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Votorantim registra a menor alavancagem desde 2008

Votorantim registra a menor alavancagem desde 2008

  • Votorantim apresenta lucro líquido de R$ 4,4 bilhões nos três primeiros meses do ano, frente a R$ 150 milhões no mesmo período de 2018.
  • Alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, atinge 1,46x.
  • Trimestre marcado pela conclusão da combinação de negócios entre Fibria e Suzano.

A Votorantim S.A. registrou lucro líquido de R$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2019, ante R$ 150 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita líquida totalizou R$ 6,7 bilhões e o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,2 bilhão, aumento de 5% e 8%, respectivamente, quando comparado aos valores registrados entre janeiro e março do ano passado.

O aumento da receita líquida deve-se, principalmente, aos melhores resultados das operações de cimentos no Brasil e na América Latina, ao maior volume de vendas de alumínio transformado e ao efeito da desvalorização cambial na consolidação das operações do exterior. Combinado a esses itens, o reconhecimento de créditos tributários também contribuiu para a variação positiva no Ebitda ajustado. Esses créditos referem-se ao reconhecimento do trânsito em julgado em ação judicial da Votorantim Cimentos, relativa à tese de exclusão do ICMS sobre a base de cálculo de PIS e COFINS.

A conclusão da transação de Fibria explica a variação no lucro líquido da Votorantim S.A., compensando menores resultados operacionais das empresas investidas.

“Todas as nossas empresas atingiram níveis confortáveis de alavancagem e estão preparadas para os desafios estratégicos que estão por vir. A Votorantim consolidou seu papel de holding investidora e continuará avaliando novas oportunidades de investimento no Brasil e em economias maduras”, afirma João Miranda, CEO da Votorantim S.A.

Investimentos

O Capex nos três primeiros meses do ano somou R$ 462 milhões, ante R$ 345 milhões registrados no mesmo período de 2018, alta de 34%. Os projetos de expansão representaram 23% do total dos investimentos do trimestre, sendo 86% desse valor direcionado à Nexa Resources para o aprofundamento da mina de Vazante (MG) e o início do projeto em Aripuanã (MT). Os 14% restantes foram investidos na conclusão da nova linha de produção de argamassas em Cuiabá e a ampliação de capacidade de cal agrícola na planta de Nobres, ambas no Estado do Mato Grosso.

Alavancagem

A Votorantim S.A. encerrou o primeiro trimestre de 2019 com uma posição de caixa de R$ 10,7 bilhões. A dívida bruta consolidada totalizou R$ 20,3 bilhões, uma redução de 17% na comparação com dezembro de 2018. Esta diminuição se deve ao pré-pagamento de dívidas pela Votorantim S.A. e Votorantim Cimentos durante o primeiro trimestre desse ano.

A dívida líquida totalizou R$ 10,2 bilhões, 23% menor do que a apresentada em dezembro de 2018. A alavancagem financeira, medida pelo quociente dívida líquida/Ebitda ajustado, atingiu 1,46x contra 1,91x ao final de dezembro de 2018, menor patamar desde 2008.

“Atingimos um patamar de alavancagem bastante confortável, mas não baixaremos a guarda. Continuaremos conduzindo a gestão financeira com a prudência usual”, afirma Sergio Malacrida, CFO da Votorantim S.A.  

Em março de 2019, a S&P Global Ratings elevou os ratings da Votorantim S.A. e da Votorantim Cimentos para BBB- em escala global e, em abril de 2019, a Moody’s elevou o rating da  Votorantim S.A. e da Votorantim Cimentos para Ba1 (uma nota abaixo do grau de investimento), com outlook positivo. Com essas atualizações, as empresas passaram a ter grau de investimento por duas das três principais agências de classificação, Standard & Poor’s e Fitch Ratings.