Votorantim lucra R$150 milhões no 1º trimestre de 2018

Confira os destaques do trimestre:

  • Votorantim registra lucro líquido de R$ 150 milhões nos três primeiros meses do ano, revertendo prejuízo de R$ 546 milhões no mesmo período do ano passado.

  • Alavancagem, medida pela relação dívida líquida / Ebitda ajustado, fica em 2,58x, reforçando o processo de desalavancagem da companhia.

  • Preços dos metais e crescimento das vendas de cimento e alumínio no Brasil contribuem para o resultado consolidado

A Votorantim S.A. registrou lucro líquido de R$ 150 milhões no primeiro trimestre de 2018, revertendo um prejuízo de R$ 546 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida cresceu 20% na comparação com os três primeiros meses de 2017, totalizando R$ 6,8 bilhões. O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,1 bilhão, 87% acima do obtido no primeiro trimestre de 2017, com margem de 17%.

O resultado foi positivamente impactado pela alta nos preços dos metais na London Metal Exchange (LME) – com o zinco registrando alta de 23%, o chumbo de 11%, o cobre de 19% e o alumínio de 17% – e também por maiores volumes de vendas das operações de cimento e de alumínio primário no mercado doméstico.
Além disso, no primeiro trimestre de 2018, o lucro líquido da Votorantim S.A. foi positivamente impactado pelo melhor resultado apresentado pelas empresas reconhecidas pelo método de equivalência patrimonial, principalmente Fibria e Banco Votorantim.

Em 15 de março deste ano, a Votorantim e o BNDES Participações (BNDESPar) celebraram um acordo com a Suzano Holding S.A. para combinar as operações e bases acionárias da Suzano e da Fibria. A transação está sujeita a aprovações nas assembleias de acionistas das duas empresas, assim como a condições precedentes usuais de fechamento e a aprovações dos órgãos reguladores, incluindo o CADE. Até a conclusão da transação, Fibria e Suzano não sofrerão qualquer alteração na condução de seus negócios, e permanecerão operando de forma independente.

“Apesar das incertezas políticas no Brasil, houve uma melhora no ambiente econômico do país. Não obstante manteremos nossa prudência usual na condução dos negócios e apresentaremos resultados ainda melhores ao longo dos próximos trimestres”, ressalta João Miranda, CEO da Votorantim S.A.

Investimentos
O CAPEX no primeiro trimestre de 2018 totalizou R$ 345 milhões, uma redução de 39% em relação aos mesmos três meses de 2017. Os projetos de expansão representaram 35% do total dos investimentos do trimestre, sendo que 41% desse valor foi destinado ao complexo de geração de energia eólica Ventos do Piauí. Com isso, foi completada a execução financeira do projeto, que já havia atingido 100% das obras físicas no fim de 2017.

Os projetos da Votorantim Cimentos representaram 35% dos investimentos em expansão, com destaque para o aumento de capacidade da planta de Charlevoix (no norte dos Estados Unidos), que tem previsão de início de operação ainda no primeiro semestre de 2018.

A Nexa seguiu com o aprofundamento da mina de Vazante (MG), que irá aumentar a sua vida útil em dez anos.

Alavancagem
A Votorantim S.A. encerrou o primeiro trimestre de 2018 com posição de caixa de R$ 9,8 bilhões, montante suficiente para cobrir os vencimentos das dívidas de quase 5 anos.
A dívida bruta consolidada totalizou R$ 23,5 bilhões, uma redução de 5% na comparação com dezembro de 2017. Esta diminuição se deve ao pré-pagamento de dívidas pela Votorantim Cimentos e Votorantim Energia, em janeiro deste ano.

Já a dívida líquida totalizou R$ 13,6 bilhões, 10% maior do que a registrada em dezembro de 2017. A alavancagem financeira, medida pelo quociente dívida líquida/EBITDA ajustado, atingiu 2,58x, uma redução substancial de 1,31x em relação a março de 2017, reforçando o processo de desalavancagem da companhia.

“Neste trimestre, todos os negócios contribuíram de forma positiva para os resultados consolidados. Estamos com um nível de alavancagem mais confortável e seguiremos perseguindo oportunidades de liability management, com intuito de reduzir nosso endividamento”, afirma Sérgio Malacrida, CFO da Votorantim S.A.

Diante das melhores métricas de crédito apresentadas pela Votorantim S.A., as agências de rating Moody’s, Standard&Poor’s e Fitch Ratings reafirmaram as notas da Votorantim S.A. e revisaram o outlook de negativo para estável.