Votorantim lucra R$ 810 milhões em 2017

  • Votorantim registra lucro líquido de R$ 810 milhões, revertendo prejuízo de R$ 1,3 bilhão em 2016.
  • 2,60x de alavancagem, medida pela relação dívida líquida / Ebitda ajustado, em 2017 versus 3,46x no ano anterior.
  • Em 2018, a Votorantim celebra 100 anos e apoia a Educação básica em mais de 100 municípios brasileiros.

São Paulo, 4 de abril de 2018 – A Votorantim S.A. registrou lucro líquido de R$ 810 milhões em 2017, revertendo um prejuízo de R$ 1,3 bilhão no ano anterior. A receita líquida cresceu 5% na comparação com 2016, totalizando R$ 27,2 bilhões e o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 4,8 bilhões, 12% acima do registrado em 2016, com margem de 17%.

O resultado foi positivamente impactado pela alta nos preços dos metais na London Metal Exchange (LME) – com o zinco registrando alta de 38%, o chumbo de 24%, o cobre de 27% e o alumínio de 23% – e também por maiores preços e volumes comercializados de energia em 2017. Esses fatores compensaram a queda de preço e volume de vendas das operações de cimento no Brasil

“O Brasil passou por um ano turbulento. Neste período, mantivemos nossos investimentos, foco em nossos clientes e em nossas operações e, no que diz respeito às finanças, fomos disciplinados”, diz João Miranda, CEO da Votorantim. Em 2017, a Votorantim avançou nas iniciativas de transformação de seu portfólio. Tais iniciativas incluem o acordo com o maior fundo de pensão do Canadá para investimentos em energia renovável, a oferta pública de ações da Nexa nas bolsas de valores dos EUA e do Canadá e, em março de 2018, a operação envolvendo Fibria e Suzano. “Fomos capazes de capturar oportunidades e dar passos no processo de preparação da Votorantim para os próximos 100 anos”, completa João Miranda.

Em 2016, os resultados consolidados da Votorantim S.A. haviam sido impactados negativamente pelo impairment (redução no valor recuperável de ativos) referente à suspensão temporária das operações de níquel e à disponibilização para venda do negócio de aços longos no Brasil – cujo acordo com a ArcelorMittal foi firmado em fevereiro de 2017, envolvendo as operações da Votorantim Siderurgia no país. O impairment referente a esses dois eventos correspondeu a R$ 1,8 bilhão, o que levou a companhia a registrar um prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão em 2016.

Em 2017, também contribuíram positivamente para o resultado da Votorantim S.A. o maior lucro líquido proveniente das empresas reconhecidas pelo método de equivalência patrimonial, que totalizou R$ 1,2 bilhão, especialmente as contribuições da Citrosuco de R$ 414 milhões, da Fibria de R$ 320 milhões e do Banco Votorantim de R$ 315 milhões. No caso da Citrosuco, o resultado deu-se por conta do aumento do preço do suco de laranja, em dólar, e maiores volumes de venda. Já o Banco Votorantim obteve resultados positivos de sua estratégia baseada na diversificação e rentabilização dos negócios, com destaque para o varejo, maior eficiência operacional e iniciativas de transformação digital. A Fibria registrou um ano com recorde no volume de celulose vendida e alta nos preços em dólar.

Investimentos

Os investimentos no ano passado totalizaram R$ 3,1 bilhões, um aumento de 3% em relação a 2016.  Os projetos de expansão representaram 50% do total de investimentos, com destaque para o projeto de geração de energia eólica Ventos do Piauí, que recebeu 61% dos investimentos em expansão. O projeto encerrou o ano com 100% de execução física, conforme cronograma estabelecido, e a realização de 95% do investimento, que totalizou R$ 1,2 bilhão.

Com a conclusão de um ciclo de investimentos na Europa e na Bolívia, a Votorantim Cimentos continuou investindo no projeto de expansão da planta de Charlevoix, na América do Norte, que tem início da operação previsto para o primeiro semestre de 2018.  

Nexa seguiu com o aprofundamento da mina de Vazante (MG), que irá aumentar a vida útil da mina em dez anos.

A Votorantim S.A. encerrou 2017 com uma posição de caixa de R$ 12,5 bilhões, 49% dos quais denominados em reais. A posição de caixa é suficiente para cobrir mais de cinco anos de amortização da dívida.

A dívida bruta consolidada totalizou R$ 24,6 bilhões, permanecendo ligeiramente inferior ao ano anterior. Já a dívida líquida totalizou R$ 12,4 bilhões, 16% menor do que a registrado em 2016. A alavancagem financeira, medida pelo quociente dívida líquida/EBITDA ajustado, atingiu 2,60x, ante 3,46x em dezembro de 2016.

“A alavancagem financeira segue convergindo para nosso objetivo e estamos com dívidas alongadas e liquidez bastante confortável. Esse contexto dá à Votorantim condições de alçar novos voos”, diz o CFO Sérgio Malacrida.

A companhia promoveu algumas operações de gestão de passivos e reduziu a dívida bruta. “A gestão financeira foi conduzida com nossa prudência usual. Mantivemos uma posição de caixa robusta e um fluxo estendido de amortização de dívidas. O processo de desalavancagem se intensificará”, destaca Malacrida.

100 Anos da Votorantim

A Votorantim completa 100 anos em 2018. Ao longo de sua história, iniciada como uma tecelagem no interior de São Paulo, a companhia diversificou seus negócios, foi pioneira em alguns setores da economia e desempenhou um papel importante no desenvolvimento da indústria nacional. Nos últimos anos, tem se dedicado a entender as mudanças na sociedade, nos sistemas produtivos e nos padrões de consumo, para que seus negócios atendam às demandas futuras e garantam a perenidade da companhia.

Durante seus primeiros 100 anos, a Votorantim moldou uma forma de empreender que busca contribuir para a construção de uma sociedade melhor para todos e para o desenvolvimento das pessoas. Em razão disso, escolheu a educação como a principal causa da celebração do seu centenário, pois acredita que a educação básica de qualidade tem um efeito transformador na sociedade e ajuda a formar melhor as futuras gerações.

Em 2017, a Votorantim investiu na ampliação de um programa do Instituto Votorantim, a Parceria Votorantim pela Educação (PVE), que atua junto à gestão das escolas públicas de ensino fundamental nas cidades onde atua. O PVE foi criado em 2008 e desde então aprimorou uma tecnologia social que tem demonstrado resultados bastante representativos: o programa atua por quatro anos em cada município e contribui para uma aceleração de até 45% na nota da cidade no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), medido pelo MEC. Em 2017, o PVE foi ampliado de 17 para 53 cidades e, em 2018, o programa atingirá mais de 100 municípios brasileiros, como marco do centenário da Votorantim.

“Completar 100 anos é um feito notável no meio empresarial brasileiro, e a Votorantim decidiu, em seu centenário, apoiar um projeto que efetivamente contribui para a construção de uma sociedade melhor e para a formação das futuras gerações”, afirma João Miranda. “Apoiar a educação de qualidade é o legado que a Votorantim gostaria de deixar para a sociedade no seu centenário”, acrescenta.